8.4.09

sometimes

Ás vezes sou assaltada por uma vontade enorme de escrever, quando começo não sei bem o que vai sair.
Já me conheço, e sei que é quando estou inspirada com a vida, que corre a meu lado.
Normalmente, acontece nos dias em que surfei. devido ás minhas costas estou a seco desde Outubro, já ando a trepar pelas paredes, porque preciso, do que sinto cada vez que saiu da água, aquele prazer que me invade, e se instala em mim.

E pronto, não tenho mais tempo, neste minha hora de almoço, apeteceu-me, escrever, ou seja hoje se tivesse tempo seria um dia, em que escreveria. Mas eu sei porque aconteceu. Ás vezes, quando estamos disponíveis para os que mais gostamos, fazemos um exercicio de pensar qual é a melhor forma de estarmos ali, e hoje esse estar ali, fez-me voltar atrás, e não senti pela primeira vez, um aperto no estômago.

É possível, e eu não sabia.

6.4.09

just keep paddling






ps: não consegui resistir a colocar aqui este video. Em especial as ultimas frases !

5.4.09

souriez, vivez, aimez

Hoje recebi um mail da Céline Chat a convidar para o inauguração de :



O mail termina com :

''C’est le printemps, alors, sortez vos tongs et votre crème solaire !

Souriez, Vivez, Aimez !

Et soyez libre comme une tong !''

No final, não é o que todos procuramos ?

ps:estou muito tentada a ir, se alguém for, que me diga , vou andar por lá !


14.3.09

HOPE

''The industry’s brightest young artists from Jedidiah and The Glue Network teamed up to create a 8’ x 24’ mural during the 2009 MAGIC Tradeshow in Las Vegas, NV. This mural was painted live February 17-19 in the s.l.a.t.e. section at adjacent to Jedidiah Clothing.

The mural was fused of styles all centered on the fundamental idea of HOPE. At the end of the three days, this one-of-a-kind piece of art was sold for $15,000. Proceeds from the event will go to support Stand Up for Kids, a nationally acclaimed organization committed to the rescue of homeless and at-risk youth.

The artists that participated in the event are Blaine Fontana, Joshua Clay, Tommii Lim, Kelli Murray, Serge Gay, and j.shea. Each artist’s style and talent were able to weave together a moving piece grounded in purpose and prompting people to give back to the world at large.

These themes of hope and giving back have been core components of the long-standing partnership with The Glue Network and Jedidiah Clothing. Along with a vast pool of talented artists, we have been able to come together to support numerous non-profit organizations through artistic and community involvement.

We at Jedidiah, along with The Glue Network, work to inspire and empower individuals to make a difference in the world. With Stand Up for Kids as the highlighted non-profit for this project, the culmination of a three-day mural will serve as a tangible expression of how different people can bring their strengths together to create a piece where the sum is bigger than its parts.''

porque há coisas que fazem sentido

community-activism-surf-art, why not

... porque não torna-las mais próximas (?)

13.3.09

I am back


É a palavra, mais simples e directa para definir o meu estado de espírito. Ás vezes propomos nos a objectivos,que não conseguimos alcançar. E quando nos deparamos com a derrota, não sabemos (eu) muito bem o que sentir. Parece um barco solto à deriva, sem rumo, ou sem norte, ainda não sei muito bem a definição.
Mas, como tudo nesta vidinha tem o seu lado positivo, e como neste caminho aprendi que as saudades são boas, ou seja se temos saudades é porque algo de muito bom deixamos para trás.
Eu, nesta minha ida e volta, aprendi, na pele, o que é estar numa cidade seca de mar. O que é procura-lo e ele não estar lá. Sentir claustrofobia, querer olhar o horizonte e ele não existir.
Pois é, nesta minha ida e volta, senti umas saudades incalculáveis do mar, quando definimos saudades, como algo que é imperdivel para nós, algo sem o qual não conseguimos viver. Parece um chavão, se calhar é, mas foi o que senti lá por terras Londrinas.

E, só ontem, quando andava por aí, pelas ruas de Lisboa, a sentir a aragem da noite quente e de repente senti o cheiro a mar que vinha do rio, foi aí, fechei os olhos, inspirei, e disse para mim, estou de volta.

28.12.08

2008

foto de tatiana
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Surf.
No final, é ao que tudo se resume. Esta vontade simples de deslizar por uma onda que nos faz acordar a horas em que o sol ainda está por nascer, o prazer que dá a água salgada pelo corpo, horas e horas a fio. Esta vontade infinita de nos deixarmos levar pela vontade de estar ali, dentro de água, até mais ser impossível.
No final, tudo se resume a isto, à pura vontade de comunhão com o Mar.
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ps : Bom Ano, com muito boa onda de preferência ...

1.12.08

first of december 2008

Estava eu hoje no meu primeiro dia do 'foundation course in Art Therapy', por terras de sua majestade, quando chega a hora do workshop, e pensei, bem 'e agora que vou comecar a colocar em pratica tudo o que tenho ouvido por aqui.
Uma folha branca, e pasteis, foram os meus materiais escolhidos. Comeco por um big smile a laranja, e dai comeca a minha 'dita' criacao artistica...a ideia era nao pensar naquilo que estavamos a fazer apenas nos concentrarmos no nosso estado de espirito.
1h depois, decidi que tinha acabado, depois de ter sujado o chao todo, de o limpar, claro, o pessoal por aqui 'e muito limpinho no que toca a 'sujar' as maos com os materiais, que foi algo que me fez alguma confusao, continuando. Esta acabado, e quando olho para ele, ate me arrepiei quando 'realizo' o que acabei de fazer, algo ja muitas vezes tinha tentado e nunca conseguido, um quase interminavel tubo, uma onda que comecou num sorriso.
Fui a primeira a terminar, e fiquei ali durante uns minutos a pensar para comigo o que quereria dizer aquilo.

No final, tivemos que falar com um colega e trocar ideias sobre o que tinhamos acabado de fazer, calhou-me uma polaca, que assim que olha para a minha folha pergunta-me, onde 'e este tubo ?

Ou seja, por muito longe que esteja e provavelmente v'a estar nos proximos tempos, hoje, achei curioso, ter-me saido assim, tao espontaneamente...




ps: caro amigo maya, tenho que te dizer, que se surfa tambem, em seco. E, parece, que 'e onde o faco melhor !

21.11.08

momentos índigo #5


Esta foto, tem um significado muito forte para mim, sem ela saber, simboliza um ponto de viragem algures, no meu percurso.
Por isso, hoje quando estava a ler, pensei, são estas as palavras daquela foto. Neste dia, sentia-me desperta para captar tudo o que se passava à minha volta, passei horas a fotografar. Ali, pelo prazer de o estar a fazer...
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´Aprende
A não esperar por ti pois não te encontrarás
.
No instante de dizer sim ao destino
Incerta paraste emudecida
E os oceanos depois devagar te rodearam
.
A isso chamaste Orpheu Eurydice
Incessante intensa lira vibrava ao lado
Do desfilar real dos teus dias
Nunca se distingue bem o vivido do não vivido
O encontro do fracasso
Quem se lembra do fino escorrer da areia na ampulheta
Quando se ergue o canto
Por isso a memória sequiosa quer vir à tona
Em procura da parte que não deste
No rouco instante da noite mais calada
Ou no secreto jardim à beira-rio
Em Junho '
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'Elegia' em Musa, de Sophia de Mello Breyner Andersen

13.11.08

momentos índigo # 4








... a norte
ps: fotos de tatiana

10.11.08

11 de novembro, dia de s.martinho









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hoje, é dia de silêncio.
hoje, é dia de comer castanhas e lembrar os velhos tempos.


















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2.11.08

vazio

Hoje ao abrir o armário para procurar uma chávena para o meu chá, olhei bem lá para o fundo e vi esta chávena, e lá fiz o meu chá, depois do almoço.

Fiquei a pensar no 'assunto' ,' my journey to the end of the world', e qual é que seria naquele instante a minha viagem... e cheguei à simples conclusão que não aguento nem mais um fim de semana sem poder ir para a água.

Sinto falta de tudo o que este ritual é para mim, e só ontem e hoje é que me dei conta de como é parte integrante da minha vida, sem ele, estes dois dias são um vazio inexplicável.

19.10.08

having the time of my life

"Dancing Queen" March Thru Island - Mamma Mia! Clip - Universal Pictures

17.10.08

em direcção ao impossivel

Demora algum tempo a atingirmos alguma maturidade, a sermos sensíveis ao que nos rodeia, desde a nossa porta até uma mais longínqua. Estarmos atentos, à escuta do que ouvimos à nossa volta, ao alcance da nossa vista e dos nossos sentimentos. Ás vezes não é fácil, pede muito de nós, porque passamos a estar mais disponíveis, muito para além daqueles que nos habituamos a amar incondicionalmente, passamos a estar disponível para o outro, para aquele que chama por nós, em silêncio.

Aconteceu-me que aos 34 anos de idade acordei, ou despertei, ou encontrei-me, ainda não percebi muito bem. Mas, isso é o que é mais de menor no meio de tudo isto.

Hoje, pela primeira vez, vivi 18h das 24h, do ''Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e dos Sem Abrigo". Hoje pela primeira vez tomei consciência de coisas que nunca sequer me tinha 'consciencializado', hoje se calhar, tive a noção clara da escolha que fiz.

Hoje, respiro fundo, porque demorou 34 anos a chegar até aqui, mas cheguei.

ps:'' A pobreza extrema em todo o Mundo pode ser reduzida para metade até 2015 se os países ricos destinarem cerca de meio por cento do seu Produto Interno Bruto à ajuda ao desenvolvimento, revela um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).''

ps: 'em direcção ao impossível' , hoje foi uma das frases que ouvi numa das conferencias, é verdade que é impossível, mas é possível a cada um de nós, transformar em cada dia, este impossível num possível mais próximo.

8.10.08

sem titulo


O tempo passa e eu nem dou por isso . Já não entro na agua há muito tempo, quase desde que vim de férias.
Ás vezes o tempo não dá para tudo, e entre trabalho, decisões e falta de tempo , fica a vontade de me deixa levar pelo mar.
Cada vez que vejo uma foto, seja ela a que for, digo para mim, ‘tenho que arranjar tempo’, mas não o tenho conseguido fazer. Sinto a minha cabeça a funcionar a mil à hora, tento marcar qualquer coisa com amigos e quando reparo na minha semana, vejo que só dá para combinar no final da semana que vem.

Penso que são fases da vida, momentos pelos quais passamos e que nos atropelam sem sequer nos apercebermos, só hoje, é que me apercebi do estado em que estou.

Hoje tive tempo de andar a divagar por aí, e fui aos blogues do costume, parei a ler algo, sobre surf, era algo que falava de 'fazer e ver', e quando dou por mim, apercebo-me o quanto me tem feito falta molhar o corpo de água salgada.



Este fim de semana vou para a agua, vou na 6f e só volto domingo. Não sei se vou fazer alguma coisa de jeito, dado que as condições ‘já me ultrapassam’ um pouco, mas só de pensar sinto a minha respiração alterada.

Estarei doente ?

24.9.08

tocá rufar

foto de tatiana

No Surf, uma das melhores coisas que sei fazer, é andar por ali ao sabor 'dela' cada vez que falho o drop. Confesso, que por vezes me dá algum medo, sentir toda aquela imensidão ali, durante aqueles segundos em que não consigo vir ao de cima. Com o tempo vou aprendendo a deixar-me levar por essa explosão de energia gerada pelo rebentar da onda. Uma vez disseram-me que '' se assumires que isso é Dançar com o Mar, vais ver que se torna mais fácil '', por incrível que pareça já consigo ver a 'coisa' com mais serenidade.

Turbilhão de emoções foi o que senti hoje, quando aquelas 6 criaturas entraram pelo auditório a dentro a tocar tambor. Na altura, vieram-me as lágrimas aos olhos e senti, que este, hoje, tinha sido o culminar de um longo caminho que se intensificou nos últimos 5 dias.
Durante alguns minutos senti o acumular instantâneo de energia dentro de mim, seguido de explosão, que terminou num estado puro de êxtase. Foi assim que me senti hoje de manhã.
.
Tenho andado afastada do Mar, e por consequência do Surf. Mas hoje, naquele espaço, onde estavam dezenas de pessoas, de repente e sem esperar sou instantaneamente 'transportada' para a sensação que tenho sempre que sou 'alvo' de mais uma onda que rebenta em cima de mim. Hoje, senti toda aquela energia, e foi-me familiar. Ali, tão longe senti-me tão perto, daquilo que vou buscar ao Mar, ao Surf, cada vez que entro dentro de água.



Puro Prazer.





ps : está visto que tenho que ir surfar nos próximos dias !

18.9.08

i'm going to tell you a story

foto de tatiana

All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops

Swam all across the ocean blue

I crossed all the lines and I broke all the rules

But baby I broke them all for you

Because even when I was flat broke

You made me feel like a million bucks

You doI was made for you

You see the smile that's on my mouth

It's hiding the words that don't come out

And all of my friends who think that I'm blessed

They don't know my head is a mess

No, they don't know who I really am

And they don't know what I've been through like you do

And I was made for you...All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true

I was made for you .

1.9.08

momentos índigo # 4

valdoviño
.
.é silêncio

é luz

é cor

é seguro

é vento

é cheiro

é mar

é minha.



PS: esta é uma das minhas fotos preferidas de todas as que tirei até hoje



31.8.08

momentos índigo # 3


pantin #1



pantin #2


valdoviño #1


valdoviño #2


valdoviño #3

valdoviño #4

valdoviño #5

galiza. fotos de tatiana.eu.

30.7.08

' ... qué no nos percamos '

4.7.08

rumo a sul


... ao sabor do vento, do mar , das emoções, dos pensamentos, das pessoas, dos novos amigos, daqueles que deixaram de o ser, dos sorrisos, das alegrias, dos disparates, das doideiras, do alentejo, do baleal, das noites sem dormir, dos momentos bem passados, a sós, acompanhada, por mim, por outros, das viagens, dos passeios comigo propria, da musica, do renascer, do ficar, do partir, da desilusão, da espera, da descoberta, dos olhares, das conchas, da água salgada, do pintar, do pensar, dos livros, das historias, de sentir, de viver.

Rumo a sul, só. Mas inteira, ou pelo menos até lá chegar vou ficar.



PS: '' Ando ao sabor do vento,com a força do mar,caminho,não sei para onde,não sei como chegar,ponto final'' , Escrevi estas palavras com esta foto, há muito tempo atrás, volto-me a identificar com elas.

12.6.08

two words

I'm sorry, two words
I always think after you're gone
When I realize I was acting all wrong
I'm selfish, two words that could describe
Old actions of mine when patience is in short supply

We don't need to say goodbye
We don't need to fight and cry
Oh we, we could hold each other tight
Tonight

We're so helpless
We're slaves to our own forces
We're afraid of our emotions
No one, knows where the shore is
We're divided by the ocean
And the only thing I know is
The answer it isn't for us
No the answer isn't for us


I'm sorry, two words
I always think after, oh you're gone
When I realize I was acting all wrong
We don't need to say goodbye
We don't need to fight and cry
No we, we could, we could hold each other tight
Tonight...
Tonight...
Tonight...
Tonight...


...feist.

7.6.08

white kawai

Foi o concerto mais caro onde fui até hoje, pois fui lá só para os ouvir.Com este concerto, elegi os como uma das minhas bandas preferidas em todos os sentidos !

Já os conhecia, às letras, às notas, à atitude rebelde que invocam cada vez que interpretam uma música. Mas não os conhecia ao vivo, por isso não podia perder esta momento, que foi o rock in rio. Estive bem lá no meio, à minha volta , sentia-se o vibrar de cada música, sabe bem, quando não somos só nós a sentir esse estado puro de êxtase, digo que ontem, aqueles 60 minutos 'preencheram-me' para muitos meses !

Não preciso dizer mais, adorei.

A próxima? Estou lá, nem que seja num raio de 600 km !

PS: Definitivamente, não vivo o timing da minha geração.

Azarito.



Cada vez mais me convenço que aquilo que 'aprendemos' em criança, nos determina como pessoas para toda a vida, e só lá , ontem é que mais uma vez me confrontei com isso, e agradeci. Este concerto começou, quando ficamos todos durante alguns minutos apenas com um unico elemento em palco, o piano.

5.6.08

estrela do mar

Sem dúvida chegou o verão, a época da música ao vivo. É no verão que perco a cabeça com concertos e este ano parece que vai ser em cheio. Venham eles os concertos, a boa companhia , os risos, no fundo a vontade de desfrutar algo que me dá um prazer enorme, a música.

Esta é umas das 'minhas' vozes, este é um 'meus' meios, esta é uma das 'minhas' praias, praia grande.

26.5.08

chan marshall

Cantou, encantou mas não deslumbrou.

Dizia uma migo meu :

- mas queria ter visto mais perto,queria que ela me tivesse respirado em cima !

Com estas palavras acho que consigo resumir o que senti neste concerto.
Cat Power, cantou, encantou-me mas não me deslumbrou, que é o que gosto de sentir cada vez que vou a um concerto.
Já tinha o bilhete há muito, a expectativa é alta quando se gosta a sério. Sabia as musicas todas, com algumas delas até tremi, mas faltou-me a envolvencia.
Chan Marshall em si, é envolvente, toda ela transpira sensualidade em cada passo ou gesto que dá em palco, daí eu compreender as palavras dele, e talvez, sentir o mesmo.
Mas, sendo ela neste momento uma das vozes mais ouvidas no meu ipod, senti falta das musicas como elas foram tocadas nos albuns, senti falta de alguma 'garra' que sinto cada vez que as oiço, senti falta de algumas musicas que já ouvi vezes sem fim.
Mas ouvi ao vivo, talvez a voz e o corpo em palco, mais 'fascinante' em termos de som e harmonia que já conheci e foi real, sem qualquer tratamento.
Foi sem duvida, o concerto do ano.





24.5.08

sorrisos

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Gosto de sorrisos, e hoje o dela, foi dos mais lindos que tenho visto.

Passam-se horas e horas, mil e um passos por aqueles corredores, suspiros, emoções fortes daquelas das mais puras e mais simples.

Ás vezes a minha incapacidade é o que mais me perturba, não me ser possivel fazer nada, apenas esperar.

Mas hoje, bastou-me olhar para aqueles lábios, respirar fundo, e começar a sentir de novo que é possivel acreditar na medicina.

Ao ver aquele sorriso, vim-me embora e pensei, hoje és dele.

Há momentos que 'nos fazem' o dia, mas o de hoje, ' fez-me' a semana , o mês ... quando vinha embora, olhei para trás e pelo corredor lá ião os dois de mãos dadas, na outra mão dele, ia o suporte do soro dela ...

Este, não vou esquecer.

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16.5.08

...after all,it´s friday night

grafiti no muro 'Fábrica Braço de prata'
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hoje é dia de imperiais...tremoços...e caracois.
after all...
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15.5.08

hoje


foto minha, ali, num pontão da costa

senti que voei.

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...feichei os olhos, para além da musica que estava a ouvir, sentia o bater das ondas, mesmo ali, por baixo de mim.
Hoje, num pontão ali da costa, percebi que faz falta a qualquer um de vez em quando parar e escutar, simplesmente escutar o que se passa à sua volta.
...deixei-me ir, e percebi, que fiz bem em ter parado este tempo, fiz bem em me ter oferecido a mim, tempo, que é algo tão escasso no dia a dia, mesmo que não tenha sido intencional.
Hoje, olhei, e gostei do que vi.
...afinal, é bom voar.
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Am i a bird girl ?

11.5.08

an end has a start

Não conhecia Cat Power, conheci-a neste filme, neste clip, deste filme lindo!

Já passou algum tempo, mas como em tudo, há ciclos, onde se consegue perfeitamente encontrar um inicio e um fim.Para mim, o inicio será sempre esta musica, e por coincidência ou não, ela vem a Portugal por estes dias.

Eu? Vou estar por lá, não perderia por nada !

até.

7.5.08

1460 dias 35040 horas e muitos minutos.....


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de pura e dura Saudade.
daquela, que é a primeira que sentimos
pois é a primeira que nos conhece
a ti.
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27.4.08

hoje, foi o meu dia

já não sei de onde veio esta foto (só sei que é nas mentawai)

Hoje pela primeira vez, tive a sensação do que é dropar uma onda.
Pela primeira vez consegui fazer tudo no ‘timing’ certo.

Por estes dias andava eu pela net, quando paro num blog e leio um texto que me fez pensar, fazia a analogia entre surf vs vida, ontem antes de entrar na água, ouvi a mesma analogia e sorri para dentro de mim, pensei, acho que andamos todos aqui ao mesmo...
Voltei às aulas de surf, já há algum tempo que o pensava fazer, mas a inércia (euros), é uma ‘coisa’ difícil de vencer.

Hoje, chegou o meu dia, depois de algumas dicas, consegui fazer os meus ‘dois primeiros drop’s’, consegui finalmente fazer tudo no timing certo, e com alguém a dizer, ‘rema, agora, em pé !’ e lá fui eu, direitinha até ao final da onda.
Ela vinha lá, era uma daquelas que se eu estivesse sozinha, diria para mim, ‘ naa...não és do meu tamanho’, mas como não estava, olhei para ela e nem tive mais tempo, num segundo lembro-me de a ver lá em cima no outro já era eu que ia por ali a fora, á frente dela.

Resumindo, hoje, acho que perdi o medo de ‘as’ apanhar, e não consigo parar de pensar naquilo que tenho lido e ouvido nos últimos dias, o surf é como a vida.
Às vezes custa tomarmos a decisões certas, porque sabemos que elas vão ser determinantes para os tempos futuros, é medo do desconhecido, como era medo também o que eu sentia (...sinto, porque não desaparece logo) antes de conseguir hoje o meu primeiro drop, agora, sinto-me simplesmente bem, da mesma forma que me sinto bem comigo própria, cada vez que tomo uma decisão que vai influenciar os tempos mais próximos.


25.4.08

s.pedro

glass love

Ontem andava eu a tratar da minha vidinha e precisei de ir ao estoril.
Passei em carcavelos e o mar estava lindo, há muito tempo que não via tanta gente dentro de água a apanhar umas ondinhas.
Senti o primeiro calor da Primavera, e não resisti, fui até s.pedro e sentei-me na esplanada.
Não estava sozinha, enquanto falávamos várias vezes me distraí a olhar para aquele festival de ondas, não estava na primeira fila, mas sim lá atrás protegida do sol e do calor que estava.
Até que, não resisti mais e disse, ' desculpa, não estou a prestar atenção nenhuma ao que dizes, não me consigo abstrair do que se passa ‘ali’ na água...'
Estavam umas ondas perfeitas e de bom tamanho, claro que não o meu...não conseguia perceber o que me prendia, até que me abstrai totalmente do ruido à minha volta, ‘voei até à primeira fila’ e percebi...que era a luz, cada vez que vinha um set, a luminuzidade de cada onda prendia o meu olhar e de repente lá aparecia um qualquer 'surfer' a deslizar por ali a fora, várias vezes lancei uns 'ai...ui' era alguém que lá fora dava um grande ' malho' na onda, à minha volta olhavam para mim...e eu respondia com o olhar, a interrogar-me, como é possivel estarem aqui perante este espectáculo e estarem de costas para ele, enfim...

Amanhã vou surfar, e no dia a seguir também, e cá me parece, que nos outros também!
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(hoje, quando andava à procura de uma foto para o meu post, é que percebi melhor o porquê do meu espanto, é que ontem, o ambiente dentro de água era este, todo o tempo que lá estive, tive a sensação,' já vivi isto', pois já, este é um dos meus filmes, glass love)

2.4.08

chegou a Primavera

foto de tatiana

... a minha estação preferida do ano.

Hoje, pela primeira vez senti o sol que estava lá fora, tive vontade de sair e desfrutar.

Cada vez que chega a Primavera é como se para mim se abrissem as portas, é o que sinto todos os anos.

E este, não foi diferente de todos os outros, posto isto, declaro aberta a estação da boa disposição, aquela em que nos permitimos perder no tempo do dia...

Não é assim?


30.3.08

eternity moment

foto de tatiana
Tudo porque ontem surfei.
Quem não me conhece deve pensar, ' esta deve apanhar altas ondas' para conseguir este 'feeling', quem me conhece, pensa, deve ser 'doida' no mínimo, pois ainda agora se está a pôr em pé.
Passo a explicar.
Intriga-me realmente este 'fenómeno', como é possivel, dado que ainda agora estou no inicio desta 'coisa' que é o surf, produzir em mim tal resultado.
A vida surpreende a cada minuto, esperei por este momento 10 anos, o do transplante da minha mana, durante todos estes anos via a 'coisa' como um bicho para o qual não conseguia dar ' nome', sabia que em qualquer altura sem avisar ele chegaria, era o total desconhecido.
Chegou.
E durante 10 dias andei absolutamente perdida, acho que posso dizer anestesiada. Sentia-me revoltada com a vida, só tinha um sorriso quando estava lá no quarto bem junto a ela.
Não consigo encontrar resposta, talvez por me confrontar, outra vez, com a doença, de uma forma tão próxima.
E perceber, mais uma vez que de um segundo para o outro tudo pode mudar.
Durante esses dias nem me passou pela cabeça até porque nem tinha energia para ir à praia, até que ontem, peguei na prancha e pensei, 'tenho que ir, é hoje'.
E desbloqueei.
Não consigo explicar, mas também não procuro a resposta, apenas ontem depois de sair da água percebi que tinha que agradecer e sentir-me feliz, sim, feliz, porque este sim é um momento daqueles, poucos, a que se pode chamar, momento de felicidade, pura e dura. - Correu bem -
E é nesta altura, que penso em tudo o que sinto, em tudo o que me faz bem, tudo o que me faz sorrir, e assumo que estou apaixonada, sim apaixonada, por tudo o que me dá um sorriso.
Não sei se alguem me lê, mas hoje precisava pôr tudo cá para fora , tudo o que me tem preenchido os ultimos dias, não são ondas, não é surf, mas foi ele que me despertou .
.
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PS: a musica tem o dom de me provocar, tenho andado alheia ao rádio, esta musica veio até mim.
Hoje, estava um sol fantástico quando sai do hospital, vinha a ouvi-la em bom som...e senti uma vontade enorme de gritar...pular...sorrir...e correr por ali a fora.
Este hoje, foi para mim um momento com uma eternidade tal, que consegui sentir ali, naqueles 3.17 min até ao carro, toda a alegria...amor...que me fez pensar que afinal a felicidade pode ter um valor infinito quer sejamos crentes ou não.

24.3.08

thomas campbell


''The state of Thomas Campbell's desk says a lot about his work habits. It is covered in scrapes of paper, paint, photos, leaves, pieces of thread, books, doodles, and cups full of brushes, pens, and pencils. The pile is six inches deep and covers the entire desk, spilling onto the walls and floor and growing by a factor of 12.5 percent every day (we guestimate). He is working on so many different projects all at once we're not sure how he keeps it all straight. Some end up getting finished, framed, and hung on a white wall, while others are dropped to the floor and maybe picked up days or years later and turned into something totally new.

I am proud to share this episode with you all and hope you enjoy a bit of a glimpse into what Thomas is all about.

HI SHREDABILITY HOST TYLER MANSON''










PS: Sigam o link e vejam os restantes videos...vale a pena !
http://www.vbs.tv/video.php?id=1407498563

23.3.08

Re_Birth

foto de tatiana




... of cool,
acho que se pode aplicar...
Será que existe algo mais cool,
do que ser livre
para viver?
.
.
.
Tenho uma irmã, que fez um transplante esta semana.

4.3.08

antártida #1




autor das fotos, pai da tatiana

Das muitas dezenas de fotos que vi ... estas ficaram.



27.2.08

letters from africa ...

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Mais uma das minhas 'viagens' por aí , e já desde há algum tempo que sigo a viagem desta, 'surfer girl'.
Vale a pena ler, e para quem quiser, é muito simpática !

Para além disso, é fotografa...e muito mais !

É assim, há pessoas que ' esbarramos ' com elas, por aí, e mesmo do outro lado do mundo, com vidas a correr em paralelo, conseguem nos dizer tanto.
Como costumo dizer, são 'pessoas ricas em sumo', um plus ...
.
.
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25.2.08

momentos índigo # 2



( tenho andado de máquina no bolso )

24.2.08

mar azul

Toca o despertador, e viro-me para o outro lado. Não vou surfar, na noite anterior, ficou descombinada a surfada a norte de lisboa.

Toca o telefone, olho e vejo que deve haver alterações na combinação. Atendo, do outro lado ouço uma voz dizer, ' Vem que afinal não vamos para santa !'

Acordo.

Encho o carro, com a prancha, a cadela e eu.
Moro em Lisboa, mas não é aqui que mais gosto de apanhar umas ondinhas, prefiro fazer vários kilometros e entrar na água onde sinto o verdadeiro prazer da água salgada.


Não é só o lugar que me atrai, é muito mais do que isso, será que é por saber que ali há sempre algum spot onde elas são do meu tamanho ou será o 'caminho' que tenho que fazer até lá que me soa sempre a preparação antes de entar na água, bem, pensando bem é mais uma daquelas coisas que não me questiono muito. Gosto, logo vou.
É o que sinto, liberdade. Dizia-me na 6f um amigo, que vai dar o nó daqui a 2 semanas, que eu sou livre, e por isso mesmo posso redesenhar os meus limites a qualquer momento, quer aumentá-los ou diminui-los, é esse o poder de ser livre.
Cheguei, e era este o cenário. Sinto sempre o mesmo, quando aqui chego. Uma vontade enorme de não voltar a partir.

Qualquer dia, mudo-me para a beira mar, para esta beira mar.

Resolvemos não entrar aqui e vamos em busca de outro spot, com menos crowd, como se isso para mim fizesse diferença. Desta passagem, ficou a combinação de uma surftrip, para muito breve, pela costa alentejana. Haja liberdade.


Também não foi aqui que entrei.

Se pensar muito, acho que é disto que gosto, de andar em busca de um qualquer spot para entrar, acho que é isto que me faz fazer kms, cada vez que decido ir para norte.


Estava assim, quando voltei ao meu spot preferido, e foi aqui que entrei, sozinha.

Começo a sentir agora, que cada vez que entro aqui, digo isto, porque é o sitio onde já entrei mais vezes para apanhar umas ondinhas, logo o que melhor conheço. Cada vez que entro aqui na água, parece um spot diferente, cada vez parece unica. Claro que as condições ajudam. Mas parece que não reconheço o mesmo lugar, ontem, a luz ajudou a isso, estava uma luminusidade surreal, parecia um cenário, silencioso, e nós ali, de um lado para para o outro à procura delas, de cada vez que entravam na baia.

Eu qualquer dia ainda apanho um susto valente, porque facilmente me distraio a olhar para tudo o que me rodeia dentro de água.

Ontem muitas vezes foi o cenário que me rodeava, era impossivel passar despercebido, mas a uma determinada altura foi um miudo, onda e não onda e lá vinha ele por ali fora a deslizar, cada vez que o apanhava perdia-me a mirá-lo, vinha com um sorriso indescritível, e eu também. Tive quase vontade para lhe perguntar a idade, mas ele era tão rápido quando saia da onda para ir apanhar outra do set, que nunca o consegui apanhar.

Até que parei, apenas fiquei ali, sentada, a olhar o horizonte, veio o set e reparei que não houve uma unica pessoa a apanhar uma onda.


Então, aí, dei-me conta, que afinal de uma forma ou de outra, quando estramos na água todos vamos à procura do mesmo, do que a natureza tem para nos dar.

fotos de tatiana

22.2.08

day 4 and the last one

foto de Carla Tomé
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Há momentos que passam Há momentos que ficam e Há momentos que virão.

21.2.08

day 3

19.2.08

day 2

Hoje da janela do meu carro, vi um arco-iris completo. Foi a primeira vez.Passei o resto da viagem a 'trautear' uma musica, ' Somewhere over the rainbow'.

Previsivel, sim, foi.

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16.2.08

day 1

'surf love'
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Há imagens que dizem muito, outras, que não dizem nada.
(em repeat 'wild is the wind')

15.2.08

Image thoughts


"I am inspired by nature, the change of seasons, the minute details of living things, and the rhythms and movements of nature. There is so much to see if you look closely."
'morning glass'

Hoje, estava eu a começar a trabalhar em frente ao computador, quando recebo um link via messenger de um amigo.
Ficou tudo estragado, como a disposição também não era muita, começei mais uma das minhas viagens internáuticas.Pelo caminho encontrei uma revista online de surf, feminina e com ela, um 'mundo' que já há algum tempo procurava.
O lado feminino do surf, online, hei-de falar sobre ele por aqui, não hoje.
'Wahine'
Encontrei uma panoplia imensa de artistas plásticos, onde a sua fonte de inspiração é o surf, o mar, a natureza no seu estado mais puro, o da absorção directa pelos sentidos.
Será escusado dizer que me perdi a ver todos estes artistas, e hei-de falar sobre alguns, mas hoje parei neste, Bonnie Preziosi .
Não tenho uma explicação muito obvia ou pelo contrário muito 'critica' em relação à escolha. Apenas a fiz da mesma forma com que paro quando estou num qualquer museu, ou numa mostra de arte, ou apenas quando vou na rua, e algo me desperta para olhar com mais atenção.

'in tune'

'sun burst'
Todas estas pinturas, desta artista, me chamaram o olhar por conseguir encontrar em todas as elas, a 'essência' daquilo que procuro cada vez que vou para água.

'wahine'

É como se em cada tonalidade de cada tela, existisse uma sensação que me faz vibrar. Que me faz saltar para dentro dela como se ela própria fizesse parte de mim .
Enfim, às vezes não percebo muito bem esta coisa do surf, ao deparar-me com estas imagens, simplesmente viajo por elas e tenho vontade de correr para dentro delas e apenas deslizar por estas ondas, sem grandes manobras, apenas ir.
'rasta surf '
Mas depois deparo-me com a minha realidade de principiante, que foi a de no fim de semana passado, ter assumido que tenho medo de fazer o drop da onda. Quando já vou nela, olho para baixo, e dá-me um arrepio e recuo, deixo-a ir...
Acho que é um medo comum, como poderia ser de outra coisa qualquer, mas acho que este é o medo, de arriscar em algo que sei que vou 'amar'.
Afinal, não é este o medo que nos faz andar para frente? E conquistarmos as coisas que mais queremos mas que mais nos assustam.
Hei-de conseguir. Vou cair, sim vou.
Mas vou aprender uma coisa, a dançar com o Mar.
' The walk back '






10.2.08

Acabadinha de chegar



Está mesmo aqui ao meu lado, já a folheei, pois não resisti quando chegaram ao pé de mim e me disseram:

- Acabadinha de chegar de NY para TI, fica com ela o tempo que precisares !

Logo ali não tive coragem de não folhear e absorver tudo o que até ali tinha ouvido dizer desta tão falada revista. Mas no momento não me foi permitido lê-la com mais cuidado.

Agora está aqui, mesmo ao meu lado, mas não sinto disponibilidade para me perder por aquelas páginas, sinto que seria um desperdicio, como se de uma ' preciosidade' se tratasse e para a absorver fosse necesário um estado pleno de concentração.

Então olha...aqui está ela ao meu lado como que a sorrir para mim, e eu a resistir ao seu desafio!

7.2.08

Marinha nas ondas

Quando criei este blog, tinha vontade apenas de partilhar por aqui os meus 'devaneios salgados', mas dado que tenho andado em seco, e continuo com este fervilhar de sensações à minha volta, decidi continuar a partilhar por aqui...
Uma casa, 7o anos, muitas emoções, muitas historias de vida, muitas gerações, mas nestas 72 horas uma geração conseguiu trazer de volta anos e anos vividos entre aquelas paredes.
Numa casa com muitos m2 é engraçado sentir que é à volta da cozinha onde todos nos juntavamos e onde, hoje, nos continuamos a juntar.
Houve salgado, doce, uma diversidade enorme de sabores, onde cada um contribuiu com o que sabia, para no final termos vários manjares dignos dos 'deuses' . A acompanhar houve muitos risos, muitos voltar atrás no tempo, mas mais que tudo não houve a distância do tempo, tempo esse em que estas paredes estiveram sós.
Ao sabor da musica fomos cozinhando e as horas foram passando, ao sabor da musica descobrimos que temos muitos gostos em comum, ao sabor da musica fizemos coulant de chocolate, e, eu que não acredito em coincidências tive que me render, pois quando começo a derreter o chocolate começo a ouvir '' wild is the wind '', na versão de Cat Power, e começa a 'discussão' de qual a melhor versão...
Para mim surfar, significa apenas deixar-me ir ao sabor de uma onda, deslizar enquanto me fôr possivel, deixar-me ir, e foi o que fiz nestas 72 horas, deixei-me ir ao sabor da onda que se vivia entre aquelas paredes.
Obrigada.

1.2.08

Viver

''desejo''
foto de tatiana, maratona de fotografia, CML
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''Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. ''
Pablo Neruda

26.1.08

Day 1

I ?

It´s simple

I feel free.

(not yet)

21.1.08

Puro Estado de Abstinência

Dou por mim às vezes a pensar no que é isto de ter e não ter à mão aquilo de que mais gostamos e nos dá prazer. Qual o verdadeiro papel que representam, as sensações, as emoções, as vontades, os desejos, nas nossas vidas, neste caso na minha.
Questiono-me ao tentar perceber porque é que quando estamos ausentes, daquilo que nos dá 'o verdadeiro' prazer, é que sentimos o que representa para nós.
Só quando me distancio é que consigo perceber e sentir o peso que tem na minha vida, no meu dia a dia.
Será que é apenas por ser Mulher? Será que é a sensibilidade feminina que me traz à flor da pele todas estas sensações que me fazem arrepiar?
Ou será que é apenas a vontade enorme que sinto de fazer exactamente aquilo que me faz sorrir, que me faz acordar naquele dia e saber que vai correr bem, apenas porque vou estar lá.

Estive 5 dias na montanha, não a apanhar umas ondinhas, mas a fazer umas pistas, e a sentir o seu ruído. É algo que já tenho o prazer de fazer há algum tempo, mas cada vez que chego lá a cima sinto todo aquele silêncio como se há muito não me tivesse sido apresentado.
Traz-me alguma tranquilidade, mas sinto o ar seco, e várias vezes nestes 5 dias, como noutros 5 dias quaisquer, senti a falta do Mar.

Cheguei há dois dias, ontem? Não aguentei e às 10h estava a entrar na água, elas, as ondas não estavam do meu tamanho, mas não fez mal, porque o que eu precisava mesmo era de sentir aquela água salgada a tocar a minha pele, e ali, assumi o que tinha sentido a 2300m de altitude, que sou de Mar e de Água Salgada.

Pensando bem, acho que não é por ser eu, ou a sensibilidade feminina, é apenas a vontade de cada um fazer exactamente aquilo que o faz feliz ou seja tentar sempre ser coerente consigo próprio e com o rumo da sua própria vida.

4.1.08

momentos índigo # 1





# porque há dias assim



2.1.08

Descoberta : ' Sarneck i visual '


É verdade às vezes perco-me na net, por vezes resulta em algo interessante outras nem por isso.
Desta vez numa das minhas incursões descobri este fotografo fantástico,Sarneck. Não percebo nada de fotografia, sou apenas uma curiosa mas algumas destas fotos despertaram-me grande curiosidade. São fotos que na revelação é utilizado um processo químico não muito comum.

Gosto do contraste, claro escuro que é estabelecido em cada disparo transmitindo para cada uma delas uma mística inatingível.
Cada foto dá-me vontade de me perder nela, tenho vontade de saltar lá para dentro e viver toda esta cor e leveza.
Dá que pensar quando se pensa que já se viu muita coisa e se estabeleceram parâmetros que nos balizam os nossos gostos e preferências, ao conhecer o trabalho deste fotografo assumo que não podem existir limites, pois corro o risco de os transgredir constantemente.

26.12.07

Inquietude

Índigo, Bernardo Sassetti.

13.12.07

You make me feel good



Cada dia que passa sinto cada vez mais uma maior vontade em descobrir o que realmente me faz sentir bem, aquilo que me faz fazer km apenas para estar 5 minutos ali, parada simplesmente a escutar o silêncio daquele momento.
Com o passar do tempo, tornei-me mais exigente e ao mesmo tempo, descobri que sinto prazer nas coisas mais simples, por mais efémeras que sejam ou pareçam, dão-me uma vontade enorme de as conservar para mim.

Uma delas, das ultimas que descobri, quando descobri isto do surf, é engraçado dou por mim a referir-me ao surf, sem perceber ainda muito bem qual o seu papel.
Quando entro na água, sei que não vou fazer qualquer manobra, apenas a de cair da prancha vezes sem fim, mas sei uma coisa que vou ter algo que me dá um prazer enorme, que é apenas estar ali sentada no limiar entre a água e o ar, ao sabor das ondas, à espera que venha uma do meu tamanho.

Cada vez que faço aqueles 7 km em direcção ao mar a pedalar, sinto que estou a pedalar para uma infindável liberdade, não sei porquê, sinto isto desde a adolescência, talvez por ser um caminho fácil de percorrer, dado que é sempre a descer, não ser muito frequentado e saber que no final vai estar a minha praia, aquela que em qualquer sitio do mundo onde eu chegue, sempre que encontro uma nova comparo-a e sinto que nada tem a ver, talvez por ter sido a primeira, não sei e também não me questiono muito.

Será que são as primeiras sensações que nos provocam maior prazer ?
Se calhar o sentar-me na minha prancha à espera de uma onda, tenha sido a primeira sensação que realmente me deu prazer ao entrar nisto do surf, ou os meus 7 km de pedaladas sempre a descer em direcção ao mar tenham sido os meus primeiros passos para a liberdade da adolescência.

Será?

2.12.07

Feita mesmo à minha medida

Já ando nesta coisa dos blogs há algum tempo, mas nisto do surf ando ainda há menos. Depois de me separar à força da minha outra percebi que tinha chegado o momento de mandar fazer uma mesmo à minha medida. Para mim, que percebo muito pouco disto, foi um desafio, que no inicio confesso andei um pouco perdida pois não sabia o que mandar fazer, nem onde fazer, sempre com uma vontade de tentar fazer aquilo que seria o melhor, para o meu inexistente nível de surf. Depois de todas as decisões tomadas, começa o percurso que tencionava seguir de perto, mas que no final, apenas consegui uma conversa, muito reveladora, com o dito shaper da feita à minha medida. Estive algum tempo a pensar nisso, e foi fácil chegar a uma conclusão.

Desde que estou nisto do surf, praticamente todos os fins de semana acordo cedo e vou para uma qualquer praia ao redor de Lisboa à procura de ondas, à procura de uma praia onde possa parar, e sentir o silêncio do mar, das ondas e do vento.Antes costumava ir à praia, e sentar-me na areia, tirar os sapatos e caminhar pela praia, sentir a água fria do Inverno refrescar-me até bem cá dentro. Ás vezes, costumava ficar algum tempo na areia a vê-los apanhar ondas e pensar que fantástica deve ser a sensação de deslizar numa onda, que vontade de entrar na água e fazer como eles, passar horas neste festival de espumas. Até que um dia, estava na praia de Carcavelos, sentada na areia já refrescada pela água salgada, quando me deu uma vontade enorme de estar lá dentro, ali, tão perto de mim, mas num estado tão mais intenso de prazer e satisfação, foi ali, que decidi, que ia para o surf.

Ao pensar em tudo isto, é fácil chegar a ela, pois é ela, que me possibilita de entrar na água sempre que tenho vontade.

Feitas às nossas medidas, espero eu, sejam as ondas que nós as duas vamos desfrutar.